Motta confirma hotel e voo em jatinho de Vorcaro: não vejo crime
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), admitiu nesta quarta-feira (17) ter viajado a Portugal às custas do empresário Daniel Vorcaro. A viagem internacional teria sido um convite do senador Ciro Nogueira (PP-PI), e Motta disse “não ver crime” no benefício.
Nesta terça-feira, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça retirou o sigilo de inquéritos relacionados ao caso Master, do qual é relator. A Polícia Federal (PF) apurou que Vorcaro financiou uma vida luxuosa para Nogueira, que depois atuou em favor dos interesses do banco no Congresso, segundo o relatório da PF.
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Outros políticos também teriam recebido vantagens, o que Motta hoje confirmou. Vorcaro solicitou a reserva de quartos em um hotel de luxo na capital portuguesa para Nogueira e Motta, no valor de aproximadamente R$ 20 mil. Ciro Nogueira ainda não comentou os novos fatos.
“Ciro me chamou: ‘Hugo, vamos para o evento?’ ‘Ciro, não comprei passagem, tal, tal’. Ele disse: ‘Não, pô, vamos com o Daniel de carona’”, declarou Motta em entrevista ao jornal Estadão. Ele confirmou também o pagamento de diárias. “Chegou lá, o Daniel tinha reservado o hotel. Também não vejo problema. É um evento corporativo. Não vejo crime nisso”, asseverou.
O evento ao qual Motta se referia é o “Gilmarpalooza”, fórum jurídico promovido pelo decano do STF, Gilmar Mendes. O deputado já havia se manifestado nesta terça no sentido de que seriam normais as vantagens bancadas por Vorcaro, dizendo que tem “muita tranquilidade” em relação às investigações. Motta não é alvo das investigações do caso Master, mas conversas demonstraram relação de proximidade com Vorcaro.
