SAF do Paraná ganha força após reunião decisiva com conselheiros

SAF do Paraná ganha força após reunião decisiva com conselheiros


Os sócios da NextPlay tiraram as dúvidas dos conselheiros do Paraná Clube sobre o contrato de venda da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) durante reunião do Conselho Deliberativo, na noite da última segunda-feira (15).

A reunião ganhou ares decisivos depois que o Comitê da SAF, formado pelo presidente Ailton Barboza de Souza, o ex-mecenas Carlos Werner, Fernando Giraldi, João Quitéria e Renato Collere, se mostrou contrário à aprovação da proposta realizada pela NextPlay e sugeriu algumas mudanças. Barboza informou que não fez parte da decisão por ser o atual mandatário.

Por isso, torcedores se revoltaram com a possibilidade do Tricolor não concluir a venda da SAF, o que é considerado por muitos como a solução para o futuro do clube.

Durante a reunião, os sócios da NextPlay responderam a todos os questionamentos, entre eles, as garantias de que o acordo será cumprido, possibilidade de venda de cotas da SAF, ou até mesmo de saída, e a situação da compra do terreno da Vila Capanema, que hoje pertence à União.

Apesar dos percalços, a expectativa é pela aprovação da proposta na reunião do Conselho Deliberativo do Paraná Clube na próxima segunda-feira (22).

Paraná Clube ainda precisa de documento para homologar plano da RJ

Pedro Weber e o presidente Ailton Barboza em pronunciamento. Foto: Reprodução

Para concluir a venda da SAF, o Paraná Clube ainda precisa da Certidão Positiva com Efeitos de Negativa da Fazenda Nacional, que mostra a regularidade fiscal. O documento só será disponibilizado com a conclusão da transação tributária com a União e o pagamento da primeira parcela de R$ 3 milhões. Caso tudo ocorra conforme o planejado, o valor será pago pela NextPlay.

No mês passado, a juíza Mariana Fowler Gusso, titular da 1ª Vara de Falências e Recuperação Judicial de Curitiba, deu um prazo de 90 dias para apresentar a certidão. Somente após o documento que ela vai homologar o plano aprovado pelos credores para a Recuperação Judicial (RJ).

Enquanto isso, a NextPlay trabalha desde o início do ano em uma espécie de transição da Associação para a SAF do Paraná Clube. A empresa já foi a responsável pela montagem do elenco e da comissão técnica que garantiu o retorno para a elite do Campeonato Paranaense.

Além disso, a NextPlay também realizou melhorias na Vila Olímpica do Boqueirão e transformou o estádio no novo centro de treinamentos do time profissional. Em parceria com o São Joseense, o local também ficou disponível novamente para a realização de jogos. Existe até a possibilidade do Tricolor jogar no segundo semestre durante a Copa Paraná.

O acordo entre credores e Paraná Clube

A negociação para a definição do plano da RJ e a venda da SAF só foi para frente depois de acordo com o Banco Genial, com sede no Rio de Janeiro e principal investidor da NextPlay, que pagará R$ 60 milhões pela Sede da Kennedy – esse valor irá integralmente para o pagamento da RJ.

Sede da Kennedy

No plano defendido inicialmente pelo Paraná Clube, muitos credores temiam não receber nada no leilão da Sede da Kennedy e, por isso, estipularam o valor mínimo de R$ 70,8 milhões. Com as novas negociações e a garantia de receber, eles aceitaram reduzir para R$ 60 milhões.

O imóvel agora vai para leilão pelo montante e direcionado para o banco, que terá a oportunidade de igualar qualquer proposta superior. O pagamento dos R$ 60 milhões será feito em dez prestações anuais, com carência de um ano a partir da venda da SAF no processo da RJ.

Já a NextPlay fica responsável pelo pagamento das dívidas com a Receita Federal e o Banco Central. A empresa também já conversa com a União para a compra definitiva da Vila Capanema. Apesar da destinação de R$ 60 milhões, o valor ainda não está definido.

Os valores mínimos para investimento no Paraná Clube são:

  • R$ 42 milhões para o pagamento das dívidas com a Receita Federal e o Banco Central
  • R$ 10 milhões para a construção de centro de treinamento
  • R$ 60 milhões para investimento na Vila Capanema
  • R$ 10 milhões para o futebol em anos sem divisão no Campeonato Brasileiro
  • R$ 21,9 milhões na Série D
  • R$ 28 milhões na Série C
  • R$ 46,8 milhões na Série B
  • R$ 85 milhões na Série A

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